[RESENHA] CINDERELA


Depois do desastroso Malévola, A Disney acerta em cheio em uma adaptação Live Action da história de uma de suas princesas clássicas.

Remakes, séries, trilogias e adaptações literárias parece que não vão abandonar as telonas tão cedo. Contos de fadas com uma nova roupagem vem ganhando força e tem um orçamento de produção bacana, mas na hora que são exibidos para o público, se mostram mal executados. A crítica explica os problemas, que muitas vezes acabam sendo repetidos em filmes de estúdios diferentes, mas eles continuam surgindo firmes e fortes. Chapeuzinho vermelho, Branca de Neve e o Caçador e Malévola não se saíram tão bem quanto seus produtores imaginavam e a Disney, que está investindo pesado em suas adaptações dos desenhos para live actions, pareceu compreender o que faltava.

Não é que o roteiro de Cinderela se arrisque como os demais. A Grande diferença está em conhecer um pouco mais da história do príncipe e também de sua madrasta. Ainda assim, honrando a versão do desenho, o filme é leve, romântico à moda antiga e tem diversos elementos fantásticos. A Cinderela continua sendo a garoa que é tão boazinha, que tem tão bom coração, que acaba se sujeitando a se tornar a responsável por tudo dentro de sua própria casa. Ser mal tradada como jamais viu um dos funcionários que trabalharam lá foram. Ponto altíssimo para Chris Weitz, que apesar de não se sair muito bem como diretor, parece ter bastante sutileza para roteiros, como em Um Grande Garoto. O roteiro conta exatamente tudo o que a gente já conhece, mas com uma narrativa renovada.

Dirigido por Kenneth Branagh, o filme não se torna cansativo, mesmo com toda a delicadeza e bondade de Ella, vivida muito bem pela atriz Lily James. Cate Blanchet rouba a cena como a madrinha Má sem esforço. Basta um breve olhar ou um pequeno sorriso que todos entendem o recado. Richard Madden parece bastante confortável no papel do Príncipe, mas chama realmente atenção por sua beleza.

Os efeitos especiais estão a altura da fada madrinha: nenhum deles soa mal feito ou barato. E a produção deixa o trabalho dos efeitos especiais ainda mais relevante quando figurino e maquiagem andam de mãos dadas. Reparou nos cocheiros? Nos detalhes da carruagem? O cuidado de sempre combinar a cor das roupas das gêmeas também é incrível.

Falando ainda em figurino, o famoso vestido azul de baile está deslumbrante. Mesmo sem os feitos especiais, ele faz com que Cinderela não só se destaque, mas flutue com sua leveza e chame a atenção de todos com sua beleza, seu sorriso de moça com bom coração.

Cinderela então não é um filme que ousa como os demais, e talvez por isso consiga ser um filme coeso. Diversão garantida para todas as idades, não deve sair tão cedo das salas de cinema espalhadas pelo país. Com a boa recepção do público, a Disney que já vem trabalhando na adaptação de A Bela e A Fera, anunciou que tem planos para adaptar a princesa perfeita para esta nova geração de garotas: Mulan.

Enquanto aguardamos, vale lembrar a mensagem de Cinderela. Tenha coragem e seja gentil.



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