[RESENHA] A MAIS PURA VERDADE, DAN GEMEINHART


Ano: 2015

Páginas: 225

Língua: Português

Editora: Novo Conceito

Preço Médio: 16,90

Sinopse: A Mais Pura Verdade – Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.
Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.
Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.
Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça. 
A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

Não poderia existir título mais apropriado para esse livro do que “A Mais Pura Verdade”. Sabe aquela frase/meme “só li verdades” que a galera da internet usa? É exatamente isso que senti ao ler o livro de Dan Gemeinhart: verdades, apenas isso. É a história nua e crua sobre um garoto que sabia que iria morrer e queria ter seus últimos momentos da forma que ele desejou.

Mark decidiu fugir de casa com seu cachorro Beau como qualquer garoto de sua idade faria. A diferença é que Mark está doente e ele precisava realizar seu grande desejo; chegar ao topo do Monte Rainier. Para isso, ele juntou dinheiro, se armou com sua câmera fotográfica e caderno e seguiu na companhia do seu melhor amigo de quatro patas até o destino desejado. Obviamente sua família fica desesperada e sua melhor amiga, Jess, é a única que sabe para onde ele foi ao descobrir o bilhete que Mark deixou antes de partir. Mas Jess sabe também o motivo de ele ter ido para o monte e se vê em um dilema: deixar ou não o amigo realizar esse desejo?

O livro mexe com você em diversos aspectos. Primeiro você se ver com pena de Mark por saber de sua doença e vê-lo passar por todos aqueles problemas em sua jornada. Ao mesmo tempo eu fiquei com o coração na mão por causa de sua família desesperada para encontra-lo logo já que Mark precisa continuar com o tratamento. Fiquei dividido entre querer que Mark volte para casa e fiquei bem e que ele continua sua jornada para realizar aquele desejo. Nessa história, não existe um caminho certo e adequado, o que só torna a experiência de lê-la ainda mais sofrível.

Mas, sem dúvida alguma, a melhor parte da história é a relação de Mark com Beau. Só que tem um cachorro ou animal de estimação de qualquer tipo entende esse amor doido que sentimos por esses bichinhos e como eles são as criaturas mais fieis do universo. Beau não sai do lado de Mark em situação nenhuma, nem mesmo as perigosas, e em dado momento do livro eu soltei um grito de desespero achando que o autor iria sacanear a aquela altura da história. E mesmo se tivesse acontecido o pior, serviria para provar que Beau iria até o final com o Mark e que não existiria ninguém do mundo capaz de se sacrificar daquela forma pelo melhor amigo.

Além da companhia de Beau, Mark tem a sorte de cruzar o caminho de pessoas incríveis que irão ajuda-lo a chegar ao destino final e todos esses encontros ele registra com sua câmera fotográfica e anota em seu diário em forma de poemas haicais, que é a forma que ele e Jess se comunicam. Temos também flashbacks mostrando o desenvolvimento da doença, o tempo que Mark sofreu, pensou estar curado e teve recaídas. Tudo isso para reforçar a ideia: devo ou não torcer para que ele alcance seu objetivo, por mais que seja perigoso em diversos aspectos?

Me deliciei com essa leitura em uma tarde chuvosa, mal vendo o tempo passar conforme sofria página após página. No final eu estava tão tensa com tudo que me frustrei um pouco com a escolha do autor para “encerrar” a história de Mark. Novamente, e sem querer dar spoiler, você fica dividido entre o desejo de Mark e o desejo de sua família. Por mais que exista o certo e o errado baseado na natureza humana de querer o bem sempre, afinal você não deseja que o personagem principal de um livro se ferre quando você se apega a ele, ainda assim um final diferente iria me deixar feliz. Não “feliz” propriamente dizendo, mas satisfeita. O livro não se chama “A Mais Pura Verdade”? Então… A verdade às vezes não é a melhor opção, mas sim a realidade e era ela que eu estava esperando.

Talvez minha verdade seja diferente da verdade do autor, enfim. O que devo repetir é que a história de Dan Gemeinhart vai mexer com você de uma forma intensa, mas rápida, e logo você estará envolvido de uma forma doida. E como aconteceu comigo, não vai nem perceber quando final chegar e Mark (e Beau, claro) já tiver marcado sua vida.

Beijos


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