[RESENHA] Apenas um garoto, Bill Konigsberg



Ano: 2016

Páginas: 256

Editora: Arqueiro

Preço Médio: 29,90

Sinopse: Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa.
Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco.
O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.

Eu estou amando que finalmente o mercado esteja investindo cada vez mais em autores LGBT. Com sua escrita leve, Bill Konigsberg presenteia o leitor com uma divertida e real jornada. Quem me conhece sabe que de vez em quando eu tenho a oportunidade de frequentar escolas e debater com alunos sobre o que os livros, mesmo os mais bobos, podem nos ensinar. E a cada nova página eu só ficava pensando em como esse livro poderia se trabalhado em sala de aula por não só ser divertido, mas por mostrar que ainda vivemos com muitas barreiras em nossa sociedade. 

Rafe é um adolescente que gay. Todos que o conhecem sabem disso. No lugar de ser um privilegio, ser ele mesmo se torna uma bagagem pesada. Ele é O GAROTO GAY. Sua vida parece se resumir a um rotulo e no lugar dele continuar se incomodando com aquilo, ele resolve agir e seguir em frente, deixando seus amigos, sua família, sua escola... tudo para trás. Ele entra em uma nova escola, essa apenas para garotos onde por ser o novato, ele pode ter um novo começo. Ele não é o garoto gay do colégio, ele é apenas mais um dos garotos que estudam ali. Ele consegue ter uma rotina comum, mas isso não quer dizer que a vida será simples e tranquila. Ele se vê apaixonado por seu novo melhor amigo e começa uma real jornada de autoconhecimento. Vale a pena ele se esconder? Quais são os "custos" para ser apenas um garoto? E, mais importante, ele realmente quer ser "apenas um garoto" ou ele mesmo? 

Achei o livro super honesto, além de seu super serviço educacional para todo tipo de público e leitor. O final com algumas coisas em aberto faz sentido, uma vez que teremos uma continuação no ano que vem. Não vejo a hora de ler o próximo volume.

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