[RESENHA] Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi, Joachim Meyerhoff




Ano: 2016

Páginas: 352

Editora: Valentina

Preço Médio: 39,90

Sinopse: Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade - e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos.

Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica - e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.


Com toda certeza, Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi ganha o prêmio de livro diferentão do ano. É o meu primeiro contato com a escrita de Joachim Meyerhoff, que tem personagens muito ricos bem apresentados e cheios de camadas. 

Conhecendo o nosso protagonista desde sua infância, temos a certeza do impacto de suas vivências causaram na sua vida adulta. Por morar no hospital psiquiátrico onde seu pai é o diretor, seu dia-a-dia está distante de ser o que seria comum para outras crianças. É interessante e sincero o seu olhar e a forma como registra o que ocorre a sua volta. E como cada pequena situação parece moldá-lo. 

E o que é normal para ele, não seria normal de forma alguma para outra criança. Se bem que... o que realmente é normal? Quem é realmente normal? Será que o normal seria apenas o que estava fora dos portões do hospital?

Falando em normal, não espere que seja uma leitura que vai te deixar acomodado. A estrutura do livro foi muito bem pensada para isso não acontecer. 

Um dos pontos altos é que conhecemos bem a sua família, e é tão real, que chega a ser um tanto incomodo. Ao longo das páginas o leitor vai se tornando intimo da rotina, dos altos e baixos, da necessidade do pequeno em se destacar  e o impacto do relacionamento de seus pais em sua vida. 

Sem duvida nenhuma, o livro também proporciona uma saída da zona de conforto da maioria das leituras do gênero, Estamos muito acostumados com o ar americanizado nas jornadas ya. Por se passar na Alemanha, 

Foi muito legal dar uma pausa nas leituras americanizadas. Nada contra, eu adoro, mas por se passar na Alemanha, o livro se torna ainda mais atraente. 

Como comentei, o livro é diferentão, pois sinceramente esperava uma leitura divertida, ou até mesmo um tanto debochada, mas me surpreendi com o quão densa, carregada e fantástica ela foi. 

Quem aí já leu?

XoXo


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