[RESENHA] O Poderoso Chefão, Mario Puzo



Ano: 2016

Páginas: 462

Editora: Grupo editorial Record

Preço Médio: 39,90

Sinopse: Publicada em 1969, a saga O Poderoso Chefão é, ainda hoje, a mais perfeita reconstrução das famílias mafiosas de Nova York. O carismático Don Vito Corleone é o chefão de uma delas. Apesar de implacável, Don Vito é, essencialmente, um homem justo. Padrinho benevolente, nada recasa a seus afilhados: conselho, dinheiro, vingança e até mesmo o assassinato de alguém. Em troca, o poderoso chefão pede apenas o respeito e a amizade de seus protegidos. Mas ninguém pode vencer as trapaças da idade. Quando todos os seus inimigos resolverem atacar, e seu bem mais precioso, a família, estiver por um fio, o velho Corleone terá de escolher, entre seus filhos, um sucessor à altura.
Mario Puzo constrói, de maneira hábil, um mundo de intrigas, decisões cruéis e honra, num legado de tradição e sangue.


Esta é a segunda vez que eu leio O poderoso chefão. A primeira foi exatamente 15 anos atrás. A edição antiga da biblioteca do meu avô. O Grupo Editorial Record lançou uma nova edição e eu não precisei pensar muito. 

A nova capa, está linda. E reler o livro nesses últimos dias foi algo incrível. Já não me lembrava mais de tantos detalhes - alguns, inclusive muito exagerados e prolongados - mas a escrita de Mario Puzo continua sendo única ao descrever a história onde família é algo levado muito a sério. 

Desde muito nova sou fascinada pelo universo da máfia que existe nos EUA. Na adolescência assisti aos filmes, li o livro pela primeira vez, assisti alguns especiais sobre a máfia de Chicago... Não importa a mídia, se real ou se ficção, se filmes ou se livros.. Família deve ser levada a sério. Deve estar unida, deve ser respeitada. Família deve trabalhar junta para deixar seu legado. 

E é admirável ver como eles levam a honra a sério. Como se ajudam como família, como levam esse laço a sério e caso alguém tente quebrá-lo, que esteja ciente do quão caro vai pagar depois. 

Como comentei, não lembrava mais tantos detalhes da história e saboreei cada página, mesmo nos trechos mais detalhados e lentos. Puzo escreve com muita propriedade e dá aos personagens seu devido espaço na trama. Don Corleone é um personagem perfeitamente bem apresentado e a despedida é dolorosa. O Padrinho, muito frio e afiado com os negócios, também é generoso e cuida bem de todos de sua família. Ele respeita e não precisa exigir para ser respeitado, mesmo que por seus inimigos.

A vida de crimes, os assassinatos, o horror que ele causou, fica de lado quando conhecemos melhor como o Padrinho construiu seu império e se tornou o grande chefe. Os inimigos de seus amigos são seus inimigos também. Claramente tentam derrubá-lo e quando ele sofre um atentado, a família parece desandar, criando então momentos de puro banho de sangue. 

"Homens grandes não nascem grandes, se tornam grandes." 

Mesmo já conhecendo a história, foi delicioso reler e sentir aquela aflição deliciosa na hora de uma grande virada, perto do final. 

O poderoso chefão é uma história que permanece incrível pra mim. E Puzo continua garantindo minha admiração, pois a forma como ele trabalha seu texto é incrível. Você mergulha de tal forma que compreende todos os atos violentos e chega a torcer para que tudo dê certo nos planos executados pela familia, colocando de lado, nem que sejam por alguns minutos, a lembrança do quão errado e sujo aquele universo é.  Aposto que daqui 15 anos, se eu for reler o livro, vou ter uma experiencia novamente muito rica. 


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