[RESENHA] Capitã Marvel | Sem Spoilers


Divertido e cheio de ação, Capitã Marvel finalmente tem seu espaço nas telonas, gerando muita guerra boba nas redes sociais.

Aqui foi falar apenas do filme, sem spoilers, ok? Quem me segue no Instagram - ei! Lá vcs sabem de tudo primeiro! @mirelapaes 😬 - viu que além de eu estar muito empolgada, e ter adorado o resultado do filme, que peguei spoilers de como fariam a apresentação da personagem. E eu queria muito ter visto o filme sem saber de nada haha.

Mas vamos lá. O filme inicia mostrando Vers (Carol Danvers) tendo sonhos/lembranças de seu passado. Ela tem amnésia, e está incomodada com isso.  Este é o gancho principal do filme. Vamos acompanhar a personagem tentando se lembrar sobre sua vida, querendo se encontrar, e como espectadores, vamos descobrindo sobre ela aos poucos também.

Vers é uma Kree e tem como mentor Yon Rogg. Ele é o líder de um time de Krees que lutam contra os Skrulls, outra raça alienígena que é considerada grande ameaça.

Eis que em uma missão, ela acaba sendo capturada, pois existe algo em suas memórias que é importante para os Skrulls. Ao tentar se safar dos inimigos, ela acaba vindo parar na terra, e aí sim começa a sua jornada de fato; a busca por sua identidade. Mas ela não vem sozinha. Enquanto tenta juntar as peças do que tá cabeça em sua mente, ela também terá que fugir dos Skrulls que assim como ela, acabaram vindo para nosso planeta.



De fato, como prometido, Capitã Marvel foge do padrão Marvel para contar uma história de origem, mas não perde o padrão de qualidade dos filmes já apresentados ao longo dos últimos 11 anos. É divertido, cheio de ação e apesar de o roteiro e direção em alguns momentos não conseguirem andar juntos, o filme nos apresenta muito bem quem é a Capitã Marvel e o quão poderosa ela é, com direito a uma trilha sonora maravilhosa e muitas cenas de ação. Ah, também somos presenteados com um gato fofo e muita nostalgia dos anos 90.

O roteiro é eficiente na questão de nos manter atentos a cada pequena descoberta sobre a vida da Carol Danvers, que sempre está tensa e alerta ao que ocorre ao seu redor, mas a direção peca em algumas cenas chave que deveriam ter mais emoção, cenas que envolvem outros personagens importantes para Carol. Inclusive, apesar de seus erros, a direção tem o mérito de conseguir nos ocupar o suficiente para não conseguir reparar um rombo bobo que existe no roteiro.

O que o filme tem de mais extraordinário é estar atendo as pautas relevantes no momento de apresentar uma personagem tão importante e já conhecida nos quadrinhos para o grande público. Essa é uma realidade que muitos fãs precisam aceitar. Não sei se temos uma pesquisa sobre isso, mas com toda certeza é muito óbvio que os filmes não vão seguir os quadrinhos à risca. São mídias diferentes demais. E muitas pessoas se tornaram fans desse universo apenas acompanhando os filmes, sem tocar em nenhum quadrinho.



A Marvel ganhou meu coração por ter diversidade com seus personagens em X-Men, e com Pantera Negra e Capitã Marvel, eu não poderia estar mais feliz com os caminhos que a Marvel vem seguindo. Fiquei realmente tocada que em Capitã Marvel pautas como empoderamento feminino, relacionamentos tóxicos e povos refugiados estivessem bem ali, na tela. São temas fortes, atuais e que precisam sim, ter espaço nas mais diversas mídias.

Falando de atuação, eu realmente não entendo o motivo de tantas reclamações a atuação da Brie Larson. Ela entregou a Capitã Marvel como já tive o privilégio de conhecer: durona, esforçada, com pé no acelerador e orgulhosa. Adorei que a Brie Larson não ficou gostosa para o papel. Ela tem um corpo magro de uma militar, e suas atitudes refletem a sua vida humana, e também como Kree. O tempo inteiro ela escuta que não é capaz, que o que tem pode lhe ser tirado, ou seja, ela incomoda demais por sua total capacidade. Mas em tela, ela está tensa, perdida, precisando se encontrar e compreendendo que como Vers teve um relacionamento abusivo com seu mentor.

A cena de sua transformação foi uma excelente mudança, mostrando o quanto que estão alinhados na pauta de empoderamento e representatividade feminina.  Independente de ter superpoderes ou não, ela é uma mulher. E ela LUTA como uma mulher. Fim da questão.

Essa é a ironia. Ela não precisa de um momento épico de sua transformação. Ela já é o épico.

E não, infelizmente Capitã Marvel não é o melhor filme da MCU, na minha opinião, mas isso não quer dizer que o filme seja apenas bom. Ele está a cima da média, muito bem e obrigada.


Mas é aquela coisa né? Se uma mulher determinada incomoda muita gente, uma mulher que é a super-heroína mais forte no universo Marvel, incomoda, incomoda muito mais.  😊


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