[RESENHA DE SÉRIE] Trilogia das Almas, Deborah Harkness




Só para começar o post: Eu ainda não acredito que perdi a vinda dessa mulher ao Brasil em uma Bienal. A autora é uma historiadora, e mesmo a trilogia sendo publicada por uma das minhas editoras favoritas, a Rocco, só descobri seus livros depois de assistir a adaptação do primeiro livro para série da BBC com mesmo título do primeiro volume, A Descoberta das Bruxas. 

Sou apaixonada por Bruxas, e envolvendo também os humanos, Vampiros, Demônios,  com destaque para alquimia, drama, um romance proibido... pronto, meu número. hahaha

A produção da série não tem muito dinheiro, é um tanto resumida, mas tem um resultado geral muito bacana. A questão aqui é a escrita da Deborah! Sério, ela detalha tão bem o que precisa ser detalhado, que você não tem dificuldade nenhuma de se imaginar nas grandes bibliotecas ou pequenas casas com cara de família.

A construção dos personagens também é deliciosa de acompanhar. Diana Bishop é uma bruxa, mas por questões pessoais que a machucam muito, ela renega este lado. Perdida durante os primeiros anos da vida universitária, acaba se encontrando na ciência. Por renegar a bruxaria, nada melhor que tentar ser racional para se afastar de sua linhagem familiar e das pressões que acaba sentindo não só por sua tia e a esposa, quanto de outras bruxas com quem convive. Sua vida acadêmica é amplamente reconhecida.

Apesar de todos viverem bem junto com os humanos, é fácil dela identificar vampiros ou demônios. É em Oxford, enquanto se prepara para uma nova pesquisa da qual desenvolveria para uma palestra, tudo muda.

Um dos manuscritos que solicitou para pesquisar sobre alquimia, tem muito mais que um simples material de pesquisa. E no lugar de passar desapercebida entre as outras raças, ela nota que no dia seguinte o clima muda. O Matthew, um vampiro com uma longa bagagem também se interessa pelo tal manuscrito e começa a pesquisar mais sobre Diana, fazendo com que os dois comecem a se relacionar com um interesse em comum.

Existe uma regra em que as criaturas não podem se relacionar entre si, todas são bastante desgostosas umas com as outras, sendo as Bruxas as mais poderosas.


Não é um spoiler, mas é bem obvio que o Matthew e a Diana começam a se relacionar amorosamente também. E isso só gera ainda mais complicações para ambos, mas principalmente para Diana, que se nega em ser uma Bruxa, mas que aos poucos vai aceitando seu legado, mesmo sendo muito falha, especialmente no inicio.

A aventura do segundo livro, já começa cheio de emoções. Elementos como viagem no tempo, e a Deusa Diana, além de muito sobre a história de Matthew, que é um tanto dolorosa. A viagem não é só uma forma para que possam se proteger. A autora trabalha maravilhosamente para que possamos conhecer mais do Matthew, do conflito do relacionamento dos dois e do treinamento de Diana. É um livro que parece longo, mas que você apenas deseja que não acabe.

Mas, se Diana é tão especial para Matthew, como para as bruxas, é claro que nada seria tão simples. O arco aberto no final do primeiro livro é fechado com muito cuidado durante o segundo. Sem dar spoilers, foi o que mais me fez ter sentimentos diferentões. Haha. Algumas vezes cheguei a sentir raiva do Matthews, da Diana, e em muito momentos a autora conseguiu me fazer sentir uma insegurança bizarra. Mesmo sabendo que a série já está terminada, nada melhor que um friozinho na barriga para você continuar com a leitura, não é mesmo?

O terceiro livro é bem emocionante, e tem mais personagens em cena do que você espera, o que não atrapalha em nada o andamento da história. A Diana e o Matthews também vão ter uma grande mudança em suas vidas, e mesmo em um momento tão pleno, os dois precisam resolver questões separadamente. Em parte, parece que voltamos para o primeiro livro, só que de uma forma muito melhor. Se o segundo volume é o mais mágico, o terceiro é ainda mais e de fato bastante cientifico.

A Deborah consegue demonstrar o equilíbrio e o fechamento geral do arco dos personagens. Tanto nos conflitos pessoais, de criaturas e entre magia e ciência, com bastante maestria. Não pense porém que é um livro fofo. Talvez o mais emocionante de todos, e o com conflitos mais violentos, mas que nos garante total satisfação.

Mentira, eu queria ler muito mais hahaha. Os livros são grandes, mas muito bem aproveitados. Não existe enrolação. Tudo acontece no seu tempo, por isso recomendo demais a trilogia.

XoXo
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